quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Verdades sobre as 7 igrejas de Apocalipse para os dias de hoje.



Pr. Paulo David

Muito já se especulou sobre esse assunto, e longe de mim a pretensão de oferecer uma palavra final sobre esse tema, mas gostaria de compartilhar aquilo que tem vindo ao meu  entendimento sobre o significado profético das sete igrejas de Apocalipse e aquilo que Deus quer nos ensinar sobre esta profecia. É fato que se de um lado encontramos nas cartas as sete igrejas, referencias a problemas enfrentados por todas as igrejas, em todos os tempos, por outro, ela nos apresenta, de forma profética, o problema central da igreja em cada era, dos dias apostólicos ao tempo final. Gostaríamos  de examinar cada uma destas cartas:

1.A Igreja em Éfeso:

Apocalipse 2:1 a 7

1 ESCREVE ao anjo da igreja que está em Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro:

2 Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos.

3 E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste.

4 Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.

5 Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.

6 Tens, porém, isto: que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio.

7 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.



Como em todas as cartas, o Senhor se apresenta destacando um aspecto da visão de sua pessoa revelada a João em Apocalipse 1: 1 a 20. Ali o Senhor Jesus se revela como o único Deus: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.” Apocalipse 1:8 .

É impressionante como o livro de Apocalipse começa com a visão do Senhor Jesus glorificado, no início do capítulo 1, como sendo o Alfa e o ômega, aquele que é, e que

era, e que há de vir, o Todo-poderoso. Aqui não é mais o homem Jesus, o Salvador e sim o Senhor Glorificado, o juiz de toda a terra.

Esse se apresenta na carta a Éfeso como “aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro”.

Apocalipse 1: 20  “O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas.”

Tudo indica que as sete estrelas estejam relacionadas à palavra profética na boca de mensageiros levantados em cada era da igreja, já que os castiçais referem-se às 7 igrejas. Sendo o numero 7 o resultado da soma de 4 + 3, sendo 3 o numero da revelação de Deus, “o que que é, e que era, e que há de vir”, e que 4 é o numero que relaciona-se à terra, como vemos em  Apocalipse 7:1a “E depois destas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra,” e Apocalipse 20:8a “ E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra,”

Esse numero profético, 7, é na verdade o numero dos mensageiros de Deus, a todas as igrejas, nos quatro cantos da terra, e em cada era. Deus usou essas sete igrejas da Ásia como figura da igreja daquele tempo, em todas as idades, até o tempo do fim.

“A igreja de Éfeso representa a igreja nos tempos apostólicos, e é descrita pelo Senhor como tendo “obras, trabalho e paciência”, o que por sua vez eram frutos de dois princípios colocados em prática naquela igreja: À intolerância ao mau ”não podes sofrer os maus”, e uma liderança provada e aprovada “e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos.”

Esses dois princípios de fé e prática, deveriam ter permanecido na vida da igreja em todos os tempos, mas sabemos que não foi assim, pois já em outra carta o Senhor reprende a igreja dizendo: “Mas tenho contra ti que toleras...” Esta tolerância ao erro e a lideranças carnais viria a se tornar uma marca da apostasia na igreja, especialmente nos dias de hoje, na igreja de Laodicéia.

Lemos no livro de em Atos 2:43 “ E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos”.  Notemos que o temor do Senhor precedia os sinais e maravilhas, precedia até mesmo os apóstolos. Não é por acaso que o Senhor elogiou aquela igreja, havia ali um reverente temor, uma seriedade com as coisas de Deus, o que levava consequentemente a uma vida de santidade e a um padrão elevado de liderança espiritual, provada e aprovada. Vivemos hoje uma tão grande inversão de valores que até fica difícil comunicar certas verdades espirituais, o que dificulta ainda mais o entendimento das escrituras. Nossos conceitos de graça, obediência e amor encontram-se muitas vezes contaminados e deturpados pelos padrões de autoridade e liberdade de um evangelho sem cruz. Além disso, muitas lideranças intimidam seus seguidores acusando-os de rebeldia, amaldiçoando-os quando confrontadas, o que por si só já seria motivo de dúvidas de sua autoridade espiritual. De um jeito ou de outro, sentimo-nos muitas vezes indispostos de tratar com o erro e de confrontar determinadas lideranças. No entanto o nosso Senhor louvou aquela igreja por agir assim. Tolerar pecado em nós e entre nós e submeter-nos cegamente a uma liderança que se coloca acima de qualquer julgamento, é algo que não encontra apoio na palavra de Deus e não corresponde ao caminho da sabedoria, é na verdade, o caminho do engano.

Vejamos duas passagens nas escrituras que nos ensinam sobre autoridade espiritual:

Marcos 10: 42 a 45

42 Mas Jesus, chamando-os a si, disse-lhes: Sabeis que os que julgam ser príncipes dos gentios, deles se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade sobre elas;

43 Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal;

44 E qualquer que dentre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos.

45 Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.

Gálatas 1: 8 e 9

8 Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.

9 Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.

Em Marcos 10, O Senhor nos mostra um dos princípios que norteiam a verdadeira autoridade espiritual, o ser servo de todos. A Autoridade de Deus se manifesta de modo totalmente distinto da autoridade no mundo. No mundo aqueles que dizem ter autoridade se assenhoreiam daqueles a quem lideram. Não é isso que vemos hoje, especialmente em Laodiceia? Um modelo de autoridade hierarquizado herdado da igreja de Tiatira, numa verdadeira escala de nobreza, que vai de Presbítero a Pastor, de Bispo a Apostolo, de Papa ou Patriarca a “não demora muito” Vice Deus. Como alguém pode negar a filiação destes em relação a igreja de Tiatira? Líderes que são servidos e bajulados por aqueles que, como eles, cobiçam posições, e vêm na puxação do saco apostólico, do saco episcopal ou do saco pastoral, um meio de ascensão ministerial.

Muitos dentro da igreja de Laodiceia conquistaram posições de liderança dessa maneira e para mantê-la necessitam assenhorear-se do povo. Nunca foram reconhecidos como servos do rebanho e por isso precisam impor sua autoridade.

Esse falso princípio de autoridade era certamente aquilo que a igreja de Éfeso confrontou na vida de muitos que se chamavam a si mesmos de apóstolos, em seus dias.

“; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos.” Apocalipse 2: 2c.

Se o texto de Marcos fala da natureza da autoridade, no de Gálatas, o apostolo Paulo estabelece os limites da autoridade espiritual. Este limite é o limite do EVANGELHO, o limite da CRUZ DE CRISTO. Toda autoridade espiritual verdadeira emana do evangelho, da cruz de nosso Senhor Jesus Cristo e limita-se a ele.

Isso pode ser confirmado nas palavras do apostolo Paulo em I Coríntios 2:1a 5

1 E EU, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria.

2 Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado.

3 E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor.

4 A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder;

5 Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.

Só Deus tem autoridade absoluta sobre a vida de seus filhos. Ele é o Senhor. Nós quando muito somos apenas seus servos e servos de nossos irmãos. Não temos o direito de exigir submissão e obediência a nós mesmos. Dizemos aos homens que se submetam a Deus e a ele obedeçam. Não podemos ir, além disso. Esse é o limite do evangelho, o limite da cruz de Cristo.

Temor e submissão somente a Deus são consequências do amor de Deus em nossos corações.

Na epístola de I Coríntios 1, Paulo chama a atenção para um desvio que já se manifestava naquela igreja:

9 Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor.

10 Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer.

11 Porque a respeito de vós, irmãos meus, me foi comunicado pelos da família de Cloé que há contendas entre vós.

12 Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo.

13 Está Cristo dividido? foi Paulo crucificado por vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo?

Na medida em que nos distanciamos do amor de Deus temos a tendência de seguir e exaltar os homens. Lembremo-nos dos israelitas no tempo do juiz Samuel, que ao afastarem-se de Deus passaram a querer um rei. Muitos líderes cristãos tornaram-se verdadeiros reis e muitas denominações em Laodiceia , converteram-se em verdadeiros reinos empresariais.

Essa pode ter sido a razão da seguinte admoestação do Senhor à igreja de Éfeso: Apocalipse 2:4 e 5

4 Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.

5 Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.

Só o arrependimento poderia levar aquele povo de volta ao amor de Deus, o primeiro amor. Mesmo que, naquele momento, ainda não havia se manifestado todos os frutos da perda do primeiro amor, como a prática do nicolaísmo, era urgente a volta as primeiras obras.

Apocalipse 2:6

“Tens, porém, isto: que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio.”

Apesar da igreja em Éfeso não ter mais o seu primeiro amor e portanto já estar sob a influencia do domínio humano, os frutos deste desvio ainda demorariam aparecer em toda a sua plenitude, portanto eles ainda repudiavam o nicolaísmo. O nicolísmo foi uma prática surgida ainda nos primeiros séculos da igreja, de comercializar as coisas sagradas, tal como vemos hoje em Laodiceia, com a venda de objetos “ungidos” até a manipulação dos dízimos e ofertas a benefício dos “ministérios” e de suas denominações. Parece que uma coisa está relacionada a outra, o domínio humano e a exploração financeira.

I Timóteo 6: 3 a 7

3 Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade,

4 É soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas,

5 Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais.

6 Mas é grande ganho a piedade com contentamento.

7 Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele.

A carta termina com uma promessa aos vencedores:

Apocalipse 2:7 “ Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.”

João 6:35 “ E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede.”

Esse é o caminho para a vida de Deus, o retorno ao primeiro amor que a igreja em nossos dias tanto precisa.




terça-feira, 9 de setembro de 2014

A VERDADE SOBRE APOCALIPSE 20, O REINO DE DEUS E A VOLTA DO SENHOR

Paulo David

Lucas 17:20 e 21
20 E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior.
21 Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós.
É notório que desde os tempos dos juízes, quando o povo de Israel pediu um rei para serem como os demais povos da terra, tornando Israel um estado centralizado na figura de um homem, o rei, que o pensamento de um Reino literal passou a influenciar a visão daquele povo sobre o futuro de Israel.
Samuel 10:19 A “ Mas vós tendes rejeitado hoje a vosso Deus, que vos livrou de todos os vossos males e trabalhos, e lhe tendes falado: Põe um rei sobre nós.”
Mais tarde, no cativeiro babilônico, com a mensagem dos profetas anunciando a vinda futura do Messias, os judeus passaram a nutrir a esperança, que este, quando viesse, haveria de implantar um reino literal na terra. O ensino de Jesus sobre o reino de Deus certamente decepcionou os judeus de sua época, que esperavam um Messias que os livrasse dos Romanos e estabelecesse um Reino glorioso na terra, onde o povo judeu reinaria sobre seus inimigos. Esse assunto foi sem sombra de dúvidas uma pedra de tropeço para aquele povo.
Ainda hoje, podemos ver as consequências desta concepção de reino de Deus, na criação de um estado judeu na Palestina, o Estado de Israel, mesmo havendo, dentre os judeus ortodoxos, a crença que o reino messiânico , que o Messias trará, não é deste mundo.
Essa concepção de um reino visível na terra se baseia numa interpretação literal de textos proféticos do velho testamento e no texto de Apocalipse 20.
A interpretação de Apocalipse 20 de forma literal mostra a mesma tendência entre os chamados cristãos que houve no povo de Israel no tempo dos Juízes, o desejo velado pelos reinos deste mundo. Esse pensamento me faz lembrar as palavras do diabo a Jesus por ocasião da tentação no deserto:
Lucas 4: 5-8
5 E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo.
6 E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero.
7 Portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
8 E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás.
Notemos que a questão aqui não era apenas a quem adorar, mas também o porquê da adoração. O diabo coloca a adoração como meio de se obter domínio e poder. Jesus a coloca como ato de devoção de um servo. Adoramos a Deus porque somos servos.
Jesus disse que seu reino não era deste mundo: “Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. João 18:36”
Atualmente, a velha cobiça da carne, de domínio e poder, tem arrastado muitos à crença de que Deus teria por propósito implantar uma espécie de governo cristão na terra. Falam em democracia cristã, num mundo onde a maioria nem cristã é. De fato, por traz do discurso de democracia cristã, esconde-se a intenção velada de se implantar uma ditadura evangélica onde a maioria não cristã tenha que viver debaixo de princípios que, nem os que defendem tal coisa, vivem.
Da mesma forma me parece um contrassenso conceber que haja algum propósito em um reino literal de Cristo neste mundo após a sua vinda.
Apocalipse 20
1 E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão.
2 Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos.
3 E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo
. 4 E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.
5 Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição.
6 Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos.
7 E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão,
8 E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha.
9 E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou.
10 E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.

João teve uma visão. Resumidamente ele viu um anjo amarrar e prender o diabo no abismo por mil anos, para que não mais enganasse as nações.
Para interpretarmos este texto precisamos entender a natureza do reino de Cristo e seu alcance, contrapondo à natureza do reino do diabo e seu alcance. O diabo foi chamado por Jesus de “príncipe deste mundo”. Sabemos que quando Adão pecou, ele entregou o mundo à influencia de Satanás, de tal forma que João em sua primeira epístola afirmou que o mundo “está no maligno” I Jo5:19. Mas no evangelho de João Jesus fez uma declaração muito importante para entendermos a natureza e alcance de seu reino e o significado de Apocalipse 20: 1 a 3.
João 12:31
31 Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo.
32 E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim.
Jesus, referindo-se a sua eminente morte e ressurreição, declara que estas acabariam por expulsar o príncipe deste mundo, passando assim a atrair todos a ele.
Lemos também em Mateus 12:29
“Ou, como pode alguém entrar em casa do homem valente, e furtar os seus bens, se primeiro não maniatar o valente, saqueando então a sua casa?”
A declaração de Jesus na grande comissão confirma esse pensamento:
Mateus 28:18-20
18 E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.
19 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
20 Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.
O que também confirma as parábolas sobre o reino dos céus:
Mateus 13:31” Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo; “
Mateus 13:33 “ Outra parábola lhes disse: O reino dos céus é semelhante ao fermento, que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado.”
Assim entendemos que o reino de Cristo é o reino do evangelho da graça no coração do homem, capaz de mudar toda a sua vida e influenciar àqueles que o cercam.
Jesus afirma que todo o poder foi-lhe dado no céu e na terra. O apóstolo Paulo afirma que este poder se manifesta através da pregação do evangelho:
Romanos 1:16 “ Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.”
II Coríntios 10:4 “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas;”
Estas fortalezas são justamente os enganos de Satanás, que diante da pregação do evangelho do reino, caem por terra. Nesse sentido Satanás encontra-se amarrado “para que não mais enganasse as nações”.
Vivemos hoje na era do evangelho: “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” Mateus 24:14
Veja o que Jesus disse em Lucas 10:19 “Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum.”
Outra passagem que nos ajuda a entender Apocalipse 20 é I Coríntios 15: 20 a 28

20 Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.
21 Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem.
22 Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.
23 Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda.
24 Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força.
25 Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. 26 Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte.
27 Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas.
28 E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.

Apocalipse 20:4-6
4 E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.
5 Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição.
6 Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos.

Agora leiamos Efésios 2: 5-7 e vejam se não está nos falando a mesma coisa:
5 Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo ( pela graça sois salvos ),
6 E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;
7 Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.

Mas este tempo do evangelho da graça não durará para sempre. Jesus nos adverte que no tempo da de sua volta o engano prevalecerá.

Mateus 24:12 “ E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.”
Mateus 24:11 “ E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.”
Lucas 18:8 B “ Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”

Vejamos agora Apocalipse 20:7 a 10
7 E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão,
8 E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha.
9 E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou.
10 E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.

Agora comparemos o texto de Apocalipse 20 7 a 10 com II Tessalonicenses 2: 1 a 12
1 ORA, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele,
2 Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto.
3 Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição,
4 O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.
5 Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco?
6 E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado.
7 Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado;
8 E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;
9 A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira,
10 E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem.
11 E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira;
12 Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade.

“E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. “ II Tessalonicenses 2:6.
Esse verso é bastante esclarecedor, principalmente se analisarmos em relação a uma outra passagem que fala da plenitude dos gentios, “Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo ( para que não presumais de vós mesmos ): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado.” Romanos 11:25

O tempo do evangelho da graça aos gentios pode estar chegando ao fim. Pelo que entendemos das escrituras, antes da volta gloriosa do Senhor Jesus, se cumprirá aquilo que encontramos em Apocalipse 20:7 a 9.
7 E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão,
8 E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha.
9 E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou.

O evangelho que partiu de Jerusalém e seguiu para todas as nações voltará a Jerusalém.
Vejam estas passagens. Ela mostra que por ocasião da vinda de Jesus o evangelho estará na terra santa novamente;
Mateus 10:23 “ Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do homem.”
Marcos 13:14 “ Ora, quando vós virdes a abominação do assolamento, que foi predito por Daniel o profeta, estar onde não deve estar ( quem lê, entenda ), então os que estiverem na Judéia fujam para os montes.”

Cremos que a Igreja terá um papel decisivo nesse tempo, levando de volta aos judeus o evangelho da graça de Jesus.

Apocalipse 11:3 “ E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de saco.”

Essas duas testemunhas, prefiguradas por Moisés e Elias, a Lei e os Profetas, A palavra e o Espírito é uma alusão ao testemunho da verdadeira igreja de Jesus que neste tempo estará fora da vista da serpente.
“E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente. Apocalipse 12:14”
As duas asas da grande águia, Jesus o filho do Deus vivo, são o equilíbrio do testemunho da verdadeira igreja de Deus, a mulher de Apocalipse 12. Nesse tempo a Igreja será guardada da vista da serpente e seu testemunho será para os eleitos entre os judeus, a colheita final.
O mundo que não recebeu o evangelho estará tomado pelo engano.
II Timóteo 4:3
“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;”
I Timóteo 4:1
“ MAS o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; “
Apocalipse 13:11-18
11 E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão.
12 E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada.
13 E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens.
14 E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia.
15 E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.
16 E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas,
17 Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.
Haverá grande perseguição aos judeus que em meio a essa grande tribulação reconhecerá que o Senhor Jesus é o Messias prometido.
18 Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.

Calcular o numero da besta parece não ser tão difícil, pois 6 (seis) na bíblia é o numero do homem e 3 (três) o numero que representa as manifestações distintas do único Deus, o Senhor Jesus, como Deus, o Pai, encarnado como homem, o Filho, e em nós pelo seu Espírito Santo. 666 (seiscentos e sessenta e seis) é o homem entronizado como deus. É uma inversão onde o homem se põe na posição de Senhor e vê Deus como seu servo, uma espécie de grande “Papai Noel”, é o falso evangelho, dos falsos profetas. Um falso Cristo sendo adorado que promete em troca da adoração os reinos deste mundo.

Sinal na testa é sinal na mente, na mão direita fala de um falso princípio de autoridade.
Ao contrário da primeira besta que emergiu do mar, as nações representando a atual “ORDEM MUNDIAL”, a globalização que se iniciou lá na “TORRE DE BABEL”, essa segunda BESTA emerge da terra, ou seja, é algo espiritual, só que deste mundo. Sua arma não é como a anterior, que perseguia fisicamente os santos, e sim por ter a aparência de um “CORDEIRO”, falando como DRAGÃO, ela representa o engano dos falsos Cristos e falsos profetas, procurando envolver os homens na idolatria do consumo e do culto ao dinheiro.
Por isso o Apóstolo Paulo nos admoesta:
II Timóteo 3: 1 a 5
1 SABE, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.
2 Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
3 Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,
4 Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
5 Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Afasta também destes.
O que as escrituras ensinam sobre a segunda vinda de Cristo?
Pedro, falando sobre a volta do Senhor, nos diz que os céus e a terra que agora existem serão desfeitos pela manifestação do Senhor em Glória, cuja vinda é relacionada ao juízo final e aos novos céus e a nova terra. Não há nos textos do novo testamento nada que indique que a volta do Senhor será secreta, ou que haverá mais de uma volta. Não! A volta do Senhor será única e gloriosa e todo olho há de vê-la, e novamente, nada se diz que possa indicar que haverá a implantação de um reino terreno de Cristo.
II Pedro 3: 7 a 13
7 Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios.
8 Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.
9 O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.
10 Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão.
11 Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade,
12 Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?
13 Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.

Vejamos outras passagens que falam deste assunto:
Mateus 24:30 e 31
30 Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.
31E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.
Mateus 25: 31 “E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória;
32 E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; “
I Tessalonicenses 4: 15 a 17
15 Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.
16 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
17 Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.
Apocalipse 1: 7 e 8
7 Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.
8 Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.



segunda-feira, 21 de abril de 2014

É O CONSUMISMO, nunca foi o COMUNISMO.



Pr.Paulo David


 É O CONSUMISMO, nunca foi o COMUNISMO.

Mateus 6:24
“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.”

Mateus 24:12
“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.”

I Timóteo 6:10
“Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.”

Hoje vivemos numa espécie de "MUNDO DE MATRIX", onde a vida é artificializada e virtualizada por uma fábula, o mito do progresso de um mundo técnico científico informacional. Vivemos numa espécie de nova idade média obscurecida por um novo fundamentalismo, o dos Bancos, alimentado pela produção e o consumo compulsivo. MAMOM, o dinheiro, tornou-se o deus desta nova espécie de religião mundial, e os Bancos o seu Vaticano, centros deste novo mundo, tendo nos shoppings, os novos templos. O dinheiro em estado puro passa a ser o centro propulsor da vida. As firmas, quer indústrias, comércios ou serviços em função deste, vendem-se aos Bancos, e as pessoas, escravizadas por dívidas, de igual maneira, seguem, iludidas por um mundo de sonhos, induzidas e conectadas ao centro do sistema pelas mídias sociais globais, que também controladas pelos bancos, são interligadas pelas tecnologias da informação, TVs, Notebooks, tabletes e celulares. O crédito "fácil" dos cartões de créditos produz a ilusão do sucesso, associada pela sensação do prazer da compra, o que leva à dependência do ato de comprar, reduzindo o trabalho, ao ganhar dinheiro para se pagar aquilo que se comprou, de maneira tal que a humanidade sonha acordada, enganada e entorpecida pelo mito do sucesso pessoal e ascensão social, sem perceber a ruína da vida. A coisificação da vida deteriora as relações conjugais, familiares e de vizinhanças levando a substituição das relações humanas por relações virtualizadas. As falsas igrejas, enganadas por este sistema, passam a reproduzir o discurso dos Bancos, através do chamado “EVANGELHO DA PROSPERIDADE”. Dízimos e ofertas passam a serem vistos como investimentos, alimentando o desejo de consumo dos “CRENTES EM MAMOM”, o deus encarnado na forma de “Papai Noel”, não apenas aquele personagem do Natal, mas o “papai” das orações de milhares de religiosos que integrados a este MUNDO DO CONSUMO, dirigem suas preces e fazem suas campanhas para conseguirem bens e sucessos materiais e depois estampam em seus “carrões”, Ícones do consumo, os dizeres: “FOI DEUS QUE ME DEU”. Este falso deus tenta por na boca do Verdadeiro Deus as palavras e propostas de satanás a Jesus na tentação no deserto, de dar o mundo todo àquele que, prostrado o adorar. Vivemos num tempo em que até as condições históricas previstas por Marx, de superação do capitalismo, já não existem mais, pois o capitalismo, de serpente virou um Dragão, não sendo mais àquele analisado por Marx, um sistema centrado na produção. Este, metamorfoseado, deu lugar a um novo sistema, uma NOVA ORDEM MUNDIAL, centrado na especulação financeira, alimentada, por sua vez, pela ideologia do consumo. O homem agora passa a buscar sua realização, não no trabalho como dizia Marx, mais sim no ato de comprar, sendo alienado agora por outra espécie de mais valia, não mais baseada na exploração do patrão sobre o empregado, mas praticada pelos Bancos pela exploração dos juros bancários. Governos, Firmas, Igrejas e pessoas estão hoje escravizados pelos Bancos e as estes servem. Em toda parte o assunto é dinheiro, dinheiro e dinheiro. Crises são inventadas e no final os bancos compram tudo. É isso que está acontecendo nos EUA e na Europa. Os bancos estão comprando o mundo. Muitas igrejas já cultuam, servem, pregam e ensinam a obediência a um deus que parece mais a um GRANDE BANQUEIRO, que comprou um terço dos anjos no céu, os governos de países e grande parte das igrejas na terra. Não vai demorar muito a máquina da Cielo vai estar nos cultos, e o pior é que este sistema avança alimentado pelo medo do “COMUNISMO”, que só existiu na filosofia de Marx e Engels e na mente doentia de líderes religiosos e religiosos marcados por este sistema. Fico assustado quando vejo nas mídias sociais essa idiotice de que o Brasil está afundando por causa do “comunismo” da Dilma e do PT. Que o “comunismo” ameaça o Brasil, as famílias, as igrejas e a sociedade. É muita idiotice e saudosismo dos tempos de Getúlio e da Ditadura militar, que por sinal fizeram grandes contribuições a este sistema, o primeiro contribuiu para a idiotização do trabalhador brasileiro e seu atrelamento ao estado e o segundo atrelando o estado brasileiro aos interesses do imperialismo norte americano. Só não vê quem foi cegado pela ilusão do consumo fácil é o que está detonando o Brasil, as famílias, as igrejas e a sociedade não é a fábula do comunismo e sim a fábula do capitalismo, este modelo capitalista financeiro alimentado pela ideologia do consumo, é isto que inviabiliza qualquer governo, desestrutura qualquer família, deteriora qualquer sociedade. Os juros exorbitantes, os impostos abusivos, endividamento externo e interno, concentração e exclusão social, acontecem em função das dívidas assumidas pelos governos para financiar os mercados que visam atender os vícios de consumo desta sociedade doente, e isso não é consequência do governo do PT e sim da economia mundial. A crise que estamos enfrentando, o mundo inteiro enfrenta e o resultado nos EUA, na Europa e em toda parte é o mesmo, a concentração do capital pelos Bancos, que se apresentam como solução da crise que eles mesmos criam, passando assim a mandar nos governos das nações. A isso chamamos Planetarização, um subproduto da Globalização. O consenso de Washington que criou a cartilha neoliberal e orientou o plano real estabilizou a moeda no Brasil e criou as condições favoráveis para que os Bancos internacionais territorializasse o nosso território fragmentando-o e desterritorializando esse mesmo território a benefício do capital financeiro e não a benefício dos brasileiros. Foi esta realidade que o PT encontrou e não conseguiu mudar, e o pior parece muitas vezes ter se submetido, e quando não o fez atraiu a oposição da mídia também sob controle dos Bancos.
Nós que ainda não nos dobramos a Mamom, que não aceitamos a marca em nossa fronte, a nossa mente, ou mão direita, o porquê trabalhamos, devemos nos unir e orar a Deus para que o evangelho do reino alcance aqueles que ainda devem ser alcançados e nos mantenha sóbrios e vigilantes até que ele venha nos resgatar deste mundo de engano entesourado para o fogo da sua vinda.