domingo, 20 de agosto de 2017

PATERNIDADE: POR QUE CHAMAMOS DEUS DE PAI?...E...POR QUE A BÍBLIA CHAMA JESUS DE PAI DA ETERNIDADE?



Paulo David
A bíblia no livro de Isaias 9:6 chama Jesus de Deus forte e de Pai da Eternidade. Mas afinal de contas ele é o Pai ou o Filho? Entendemos pelas escrituras sagradas que o Senhor Jesus Cristo é de fato Deus, mas a mesma escritura afirma também que ele é o Filho de Deus, o próprio Jesus dizia ser Deus o seu Pai. Essa aparente contradição levou grande parte do cristianismo a conceber a ideia de que Deus seria formado por mais de uma pessoa, ainda que que as escrituras afirmam que Deus é um só...Para entendermos sobre esse assunto precisamos antes entender sobre a PATERNIDADE de Deus. Uma leitura do Novo Testamento, especialmente uma leitura com pleta do Evangelho de João e de Filipenses 2: 5-11, podem nos trazer luz sobre esse assunto. Lendo essas e outras escrituras, entenderemos que não existe nenhuma contradição em Jesus ser O PAI e também O FILHO. Sendo Deus, Jesus é O PAI DA ETERNIDADE. Ele, por ocasião da criação, saiu da eternidade para no tempo criando todas as coisas pela sua PALAVRA (verbo), e, conforme seu plano, por amor de nós, para a nossa salvação, saiu de si mesmo, separando-se de sua pessoa divina e tornando-se uma pessoa humana. "o Verbo se fez carne" João 1:14...Mas isso é muito mais que um ensino teológico, ou uma doutrina apregoada por alguns, isso é a própria essência de Deus, aquilo que Deus é: O Pai que se fez filho para nos buscar e nos reconciliar consigo mesmo, nós que havíamos nos distanciado dele de tal forma, que perdidos, não tínhamos mais como voltar.
Essa aproximação da humanidade, ao tornar-se humano, filho como nós, é mais, ele se fez também nosso irmão e amigo, ainda que continuasse ser O Pai na eternidade. Essa é a essência da PATERNIDADE de Deus e a essência de toda a PATERNIDADE.
Ser pai não é ser um distante senhor de nossos filhos, muito menos dono ou chefe deles, pois isso não seria paternidade e sim patriarcalismo, e o patriarcalismo destruiu o significado de FAMÍLIA, afastando Pais de filhos, filhos de pais, as pessoas delas mesmas e todos de Deus. Ser pai é simplesmente ser como Jesus foi e é. É descer, servir e se aproximar. É caminhar junto, lado a lado, sendo um pai amigo, sendo um pai irmão. É ensinar a nossos filhos aquilo que aprendemos, sendo filho de nosso Pai celestial, é ensina-los a obedecer a Deus, sendo nós mesmos, pais obedientes ao Pai dos pais, é ensina-los a amar, amando, a perdoar, perdoando... É ensina-los a reconhecerem quando erram, a pedir perdão, pedindo nós mesmos perdão quando erramos, especialmente quando erramos com eles... e como erramos!...Fazendo assim ajudaremos nossos filhos a confiar somente em Cristo para perdão, paz e salvação na caminhada da vida, em um mundo distanciado de Deus. Ao entendermos e vivermos a verdadeira PATERNIDADE, como Jesus viveu, conquistaremos autoridade de vida, bem como o respeito e o amor de nossos filhos, mas, mais importante do que aquilo que conquistarmos de nossos filhos, é que fazendo assim, eles além de conhecerem o verdadeiro significado de chamarmos Deus de Pai e de sermos chamados de filhos de Deus, terão direção clara para seguir no caminho da vida que é Jesus.

sábado, 29 de julho de 2017

A VERDADEIRA GRAÇA NOS LIBERTA E NOS TRANFORMA DE ESCRAVOS DO PECADO PARA SERVOS DE DEUS

"e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro."
1João 2:2 ARA

Paulo David
A nossa eleição (Escolha Divina) e salvação não começa no desejo do homem de buscar a Deus, ela nasce no amor de Deus, que em Cristo veio buscar o homem para salva-lo. Deus nos elegeu em Cristo antes da fundação do mundo. Nossa eleição não se baseou naquilo que seríamos ou faríamos, pois todos pecaram e distribuídos foram da glória de Deus. De fato Jesus Cristo foi o único homem eleito por Deus pelos seus próprios méritos, todos os demais homens foram eleitos nele, Efésios 1:4 "Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;" Em Cristo a graça foi dada a todos os homens, por isso não obstante a graça ser uma iniciativa de Deus à todos, ninguém será salvo sem por livre escolha se deixar salvar. A graça salvadora é suficiente mas não irresistível, como ensinam alguns, por acreditarem que o pecado pois fim a liberdade de escolha dos homens, se assim fosse, o pecado teria destituído por completo a condição humana do homem e o homem, sem liberdade de escolha, teria deixado de ser homem. Se isso tivesse acontecido, não haveria propósito algum para Deus ter permitido que o homem caísse em pecado, ou então Deus, sendo um Deus amoroso e justo , salvaria a todos pecadores, já que estes não poderiam mais exercer sua capacidade de escolher andar em seus caminhos, irremediavelmente perdida pelo pecado, como acreditam alguns. O próprio "fruto proibido" teria de se chamar fruto da árvore do conhecimento SÓ DO MAL. Mas não é isso que as escrituras sagradas afirmam. "Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim.Romanos 7:19‭-‬21 ARA.
VEJA O QUE PAULO AFIRMA SOBRE A CONDIÇÃO HUMANA POR CAUSA DO PECADO:
Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo.Romanos 7:18 ARA
Nesta passagem Paulo nos revela que o pecado separou o homem Deus impedindo este de fazer a vontade de Deus. Paulo falando sobre isso disse: "Não faço o bem que quero e sim o mal que não quero..." O querer estava nele mas não o efetua-lo. O pecado não comprometeu a livre escolha humana que é o que faz do homem, homem. É por isso que as escrituras, referindo-se à operação da graça, nos dizem que amamos a Deus porque Ele nos amou primeiro, mas se o amamos, precisamos faze-lo em resposta a seu grande amor. Para mim a crença numa graça irresistível faz dos homens meros fantoches de Deus, e não homens, e faz de Deus, o Diabo, e não Deus, pois é o Diabo que manipula os sentimentos dos homens a seu bel prazer. Que verdadeiro Deus ficaria satisfeito com um louvor vindo de criaturas, que ao louva-lo, não o fazem de livre escolha, nem por verdadeiro amor, e sim sob o controle de uma suposta "graça irresistível" que os força a ama-lo e a louva-lo. Deus é soberano mas não é manipulador, quem manipula é o Diabo, se Deus fez os homens a sua imagem e semelhança, dotados, como Ele mesmo, de livre escolha, não violará essa liberdade, nem para "salva-los", isso seria uma contradição, se a graça fosse de fato irresistível.Se na obra de salvação, o homem não participa de forma nenhuma, não exercendo sua capacidade de escolher aceitar ou rejeitar a graça divina, isso não seria salvação de fato, pois a graça para ser graça verdadeira deve conquistar e não seduzir, deve libertar e não tirar-nos da escravidão do Diabo para fazer-nos escravos de Deus. A diferença entre escravos e servos é que o escravo foi comprado e não tem escolha, encontra-se obrigado a servir a seu dono, já os servos, apesar de comprados, foram libertos, mas por amor escolheram servir a seu Senhor. Nós escolhemos servir a Jesus pois fomos conquistados por se grande amor.

sábado, 20 de maio de 2017

O EVANGELHO SEGUNDO SÂO MALAQUIAS... Incoerências da Religião


Paulo David
Para aqueles que acreditam que a velha lei do dízimo e o sacerdócio Levítico não morreram com Cristo e para aqueles que dizem ser Levitas mas querem viver como Reis...
"Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei. Porque aquele de quem são ditas estas coisas pertence a outra tribo, da qual ninguém prestou serviço ao altar; pois é evidente que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo à qual Moisés nunca atribuiu sacerdotes. E isto é ainda muito mais evidente, quando, à semelhança de Melquisedeque, se levanta outro sacerdote, constituído não conforme a lei de mandamento carnal, mas segundo o poder de vida indissolúvel."
Hebreus 7:12‭-‬16 ARA

A LEI DO DÍZIMO:
1- Os Dízimos devíam ser dados aos levitas, aos estrangeiros, aos órfãos e às viúvas, ou seja: Aos necessitados: (DEUTERONÔMIO 26: 12 QUANDO ACABARES DE SEPARAR TODOS OS DÍZIMOS DA TUA COLHEITA NO ANO TERCEIRO, QUE É O ANO DOS DÍZIMOS, ENTÃO OS DARÁS AO LEVITA, AO ESTRANGEIRO, AO ÓRFÃO E À VIÚVA, PARA QUE COMAM DENTRO DAS TUAS PORTAS, E SE FARTEM)
2- Os Levitas deveríam dar o Dízimo dos Dízimos: (NÚMEROS 18: 25 E FALOU O SENHOR A MOISÉS, DIZENDO: 26 TAMBÉM FALARÁS AOS LEVITAS, E DIR-LHES-ÁS: QUANDO RECEBERDES OS DÍZIMOS DOS FILHOS DE ISRAEL, QUE EU DELES VOS TENHO DADO POR VOSSA HERANÇA, DELES OFERECEREIS UMA OFERTA ALÇADA AO SENHOR, OS DÍZIMOS DOS DÍZIMOS.)
3- Existem Levitas ou Sacerdócio Levítico na Nova Aliança? Hebreus nos ensina que Jesus é o nosso Sumo Sacerdote, segundo a Ordem de Melquisedeque, a tribo de Levi não está mais entre nós, nem o sacerdócio levitico. Mas suponhamos que houvesse um equivalente da lei do dízimo que permanecesse como algo a ser praticado na Nova Aliança, apesar de não encontrarmos tal ensino nem em Jesus nem nos apóstolos, pois não vivemos mais debaixo da lei de Moises e sim da lei do amor, a graca, pois Jesus já realizou o maior, prefeito e definitivo sacrifício. Mas vamos imaginar que o dízimo fosse algo, assim, que nem o sábado para os Adventistas, e que os chamados pastores e obreiros fossem os Levitas da Novo Testamento. Hora! Se assim fosse, então eles não teríam que viver como os Levitas, com simplicidade e sem acumulação, como foi ordenado aos da tribo de Levi? (NÚMEROS 18: 23 MAS OS LEVITAS EXECUTARÃO O MINISTÉRIO DA TENDA DA CONGREGAÇÃO, E ELES LEVARÃO SOBRE SI A SUA INIQÜIDADE; PELAS VOSSAS GERAÇÕES ESTATUTO PERPÉTUO SERÁ; E NO MEIO DOS FILHOS DE ISRAEL NENHUMA HERANÇA TERÃO, 24 PORQUE OS DÍZIMOS DOS FILHOS DE ISRAEL, QUE OFERECEREM AO SENHOR EM OFERTA ALÇADA, TENHO DADO POR HERANÇA AOS LEVITAS; PORQUANTO EU LHES DISSE: NO MEIO DOS FILHOS DE ISRAEL NENHUMA HERANÇA TEREIS.
Nenhuma herança tereis nesse mundo! Não foi assim que os apóstolos de Jesus viveram e morreram? Uma vida de simplicidade deveria ser o modelo daqueles que servem na obra do Reino de Deus. Não foi isso que Jesus ensinou quando enviou seus discípulos dois a dois?
"e, à medida que seguirdes, pregai que está próximo o reino dos céus. Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai."
Mateus 10:7‭ ARA

IGREJAI-VOS UNS AOS OUTROS!

Paulo David
"A Igreja de Jesus é a igreja dos relacionamentos, do andar juntos, da busca do outro, da inclusão dos que ainda estão do lado de fora e não exclusão dos que estão do lado de dentro..."
Esse aspecto tem chamado muito a minha atenção ultimamente. Eu pensava, até pouco tempo, que não havia o tal do desigrejado, termo utilizado por alguns para designar aqueles que decidiram deixar as estruturas das "igrejas" denominacionais, mas descobri que é possível ser desigrejado mesmo estando no corpo de Cristo. Não me refiro, é claro, aos que foram libertos da prisão religiosa e do julgo do controle e da sujeição humana. Não, de modo nenhum, eu me refiro sim, àqueles que, ensimesmados, não conseguem andar lado a lado com seus irmãos, não conseguem se sentir como igual no meio dos seus iguais, pois ainda não entenderam que igreja, além de relacionamento com Deus, é relacionamento uns com os outros, os outros que estão dentro, os outros que ainda estão fora, pois a igreja de Jesus sempre foi e será inclusiva, inclusiva e acolhedora, pois a todos quer alcançar, por isso, ser igreja é não querer caminhar sozinho, é compartilhar a vida, a vida de Deus, é querer ajudar, mas também aceitar ser ajudado, é ouvir o outro, é se dispor a ver com o olhar do outro, afinal de contas, alguém já disse que onde todos pensam do mesmo jeito, ninguém está realmente pensando. Censurar, proibindo o outro de ser o outro, sempre foi característica do sistema religioso, lembre-se que a religião rejeitou e crucificou a vida. É próprio da religião exigir e impor uniformidade de ideias e comportamentos, mas isso não é da natureza da igreja de Jesus, pois a verdadeira unidade de fé só se alcança onde chegou primeiro a unidade do Espírito, e isso significa aprender que aquilo que nos une, Jesus, é maior que aquilo que nos separa. Não é fácil, eu sei, pois exige humildade, quebrantamento e principalmente amor. Implica em negar-se a si mesmo, tomar a cruz a cada dia e seguir Jesus em direção do calvário. É por isso que é mais fácil para os crentes carnais seguir numa denominação religiosa convencional, pois nesta os papéis são claramente definidos e estabelecidos. Ali já se sabe quem manda e quem obedece, quem segue e quem é seguido. Nessa hierarquização das relações, onde os grandes mandam, enquanto os pequenos obedecem, e estes ultimos assim o fazem na esperança de que possam eventualmente vir a mandar também. Nesse sistema não é necessário aprender a submissão de uns para com os outros, nem a ser servo de todos. Esse anarquismo, onde só Jesus é o Senhor, caracteriza a verdadeira Igreja de Deus.
Para terminar quero citar a parábola do filho pródigo, não especificamente me referindo ao filho pródigo, mas a seu irmão. Esse irmão do filho pródigo, que nem nome chegou a ter, é um perfeito exemplo do verdadeiro desigrejado. Nunca deixou a casa do pai, mas também nunca realmente esteve nela.
Vamos aprender a caminhar juntos a caminhada com Deus.
QUE DEUS POSSA NOS IGREJAR UNS AOS OUTROS!.

domingo, 16 de abril de 2017

"MAIS BEM-AVENTURADA COISA É DAR DO QUE RECEBER"

Paulo David
Atos 35: 29 Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; 30 E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.
31 Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós.
32 Agora, pois, irmãos, encomendo-vos a Deus e à palavra da sua graça; a ele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados. 33 De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem o vestuário. 34 Sim, vós mesmos sabeis que para o que me era necessário a mim, e aos que estão comigo, estas mãos me serviram. 35 Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.
...Todos devemos contribuir financeiramente para suprir as necessidades da obra de Deus, sim todos devemos contribuir, mas contribuir com a obra de Deus é uma coisa, e ser manipulado por homens, que nos tornam devedores, aprisionado-nos a um mandamento, descontextualizado do Velho Testamento, é outra coisa bem diferente. É, eu estou me referindo ao dízimo, ressuscitado da Velha Aliança, e que se tornou, juntamente com as campanhas e ofertas tiradas destas, a base de sustentação econômica de grandes empresas religiosas, que se apresentam a nós com o nome, ou melhor, os nomes de "igrejas". Mas se formos ao Velho Testamento com olhos do Novo testamento, veremos que o dízimo, como era praticado na lei de Moisés, veio a se tornar parte das ordenanças do velho pacto, por ser necessário para o sustento de sacerdotes e de levitas, que haviam sido separados dos demais homens para cuidarem das coisas sagradas e conduzir o culto e as ordenanças do antigo templo, feito de pedras, por mãos humanas. Na nova aliança, no tempo da graça, o próprio templo de pedras já não existe mais, muito menos, coisas sagradas de ouro ou de prata, feitas pelas mãos dos homens, pois Cristo, ao ressuscitar e ser glorificado, pôde derramar sobre nós o seu Espírito, estabelecendo para Deus um novo templo, não feito de pedras, não feito por mãos humanas, um templo segundo o propósito eterno de Deus, o coração do homem. Assim um novo sacerdócio foi estabelecido, iniciado por Cristo, segundo a ordem de Melquisedeque, e que passou a ser universal, estendido a todos os filhos de Deus. Por isso todos aqueles que verdadeiramente servem aos homens, alvo do amor de Deus, servem o verdadeiro templo de Deus, as verdadeiras coisas sagradas. Estes, que assim o fazem, devem faze-lo de graça, esperando e confiando na graça de Deus e não no mandamento da lei. Ora tudo o que se faz de errado nesse assunto de modo algum pode ser usado como desculpas para não contribuirmos com a verdadeira obra de Deus, pois nós que fazemos parte do povo de Deus, não podemos esquecer, que quando nos entregamos ao Senhor Jesus, entregamos tudo o que somos e tudo o que temos, essa entrega, não foi uma entrega de dez por cento, ou trinta ou cinquenta ou noventa e nove por cento, mas cem por cento, tudo o que somos e temos pertencem a Ele, e se de fato cremos assim, e se somos guiados pelo seu Espírito, e não pela lei, sempre que surgir uma necessidade a ser suprida, estaremos dispostos a contribuir, quer seja individualmente ou coletivamente, quer seja com pessoas necessitadas, viuvas, órfãos, quer seja com aqueles que um dia deixaram o conforto e a segurança de seus lares, para anunciar o evangelho das boas novas da salvação em lugares distantes, pois contribuir, partilhar, repartir, ou simplesmente dar a quem nos pede, são manifestações do amor de Deus e da presença do Espírito de Cristo em nossos corações.

E SERÃO OS DOIS COMO UM SÓ...SÓ EM CRISTO ISSO TORNOU-SE POSSÍVEL! OU RESPONDENDO A SIMONE DE BEAUVOIR...


Paulo David
"Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.
Gênesis 2:24"...."E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará Gênesis 3:16...Entre Gênesis 2:24 e Gênesis 3:16, o pecado entrou na história humana, e este, impediría temporariamente, o plano e o propósito perfeito de Deus, o de homens e mulheres se unirem e serem como "um só". Por isso a lei foi dada, em função da dureza do coração dos homens, homens e mulheres, impossibilitados por causa do pecado, de serem unidos e guiados pelo Espírito de Deus. No tempo da lei, esta, passou a ordenar a relação entre homem e mulher, tendo por base desta relação, a submissão da mulher em relação ao homem. Agora no tempo da graça, fomos libertos por Cristo da lei do pecado, e consequentemente da própria lei, que nos foi dada por causa do pecado. Sim, Jesus na cruz restaurou todas as coisas, o plano e propósito eterno de Deus, habitar no coração de homens e mulheres, que em Cristo, tornam-se um só, caminhando juntos, lado a lado, "sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo". Efésios 5:21. "Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne". Efésios 5:31. "Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja". Efésios 5:32. Infelizmente a Sra de Jean Paul Sartre não conheceu a Jesus e sua graça, só conheceu a religião, e esta por sua vez, é escrava e escravizante, pois encontra-se por natureza debaixo da lei, sendo por isso incapaz de revelar ao mundo o que significa ser livre, muito menos que o significa ser um só.

domingo, 9 de abril de 2017

Quem é o meu próximo?




Paulo David

Mateus 22: 36 Mestre, qual é o grande mandamento na lei? 37 E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. 38 Este é o primeiro e grande mandamento. 39 E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 40 Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.
Mas quem é o nosso próximo?
Durante muito tempo eu entendia essa questão do próximo como sendo todas as pessoas, as estavam perto e as que estavam longe. Hoje entendo que o próximo não é aquele que está nem muito menos aqueles que estão perto. O próximo é aquele que dele nos aproximamos.
Marcos 16:15 “E disse-lhes: Ide (indo) por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura”
Em nenhum lugar do novo testamento é dito que as pessoas precisam vir para ouvir o evangelho. Jesus disse “vinde a mim os que estão cansados e sobrecarregados”, mas também disse que devemos ir e fazer discípulos. Fazer discípulos é se aproximar daqueles que estão perto de nós mas distantes de Cristo assim como Jesus se aproximou de nós ao vir a esse mundo como homem e ter morrido na cruz para aproximar-nos de Deus, seu Pai..
Mas porque é tão difícil nos aproximarmos das pessoas?
“É mais fácil amar os que estão distantes que amar os que estão próximos”
Por que? Porque, quando nos aproximamos das pessoas passamos a conhece-las e sermos conhecidos por elas, e é difícil amar as pessoas quando conhecemos seus pecados e suas imperfeições, é mais fácil jogar pedras que anunciar as boas novas de perdão e salvação.
A RELIGIÃO SÓ CONSEGUE ANUNCIAR O JUÍZO AOS PECADORES!
Por outro lado, não queremos que as pessoas nos conheçam e conheçam nossas falhas e imperfeições. Em nossa religiosidade tendemos a mostrar que somos aquilo que realmente não somos. Como os Fariseus do tempo de jesus, nós nos escondemos numa capa de “santidade” religiosa, e isso nos distancia ainda mais daqueles que deveríamos nos aproximar.
João 13:14 “Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros”.
Nessa passagem Jesus fala de aproximação. Deixar lavar os pés é andar em humildade, é deixar que os outros nos conheçam, conheçam nossas falhas e imperfeições. Ser Igreja é nos aproximar e deixar que os outros se aproximem;
Talvez seja por isso que muitos procuram “igrejas” onde tenha muita gente e os relacionamentos sejam mais distantes e superficiais;
Mateus 22: 39 “E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.
“O amor que temos para com o outro é proporcional à consciência que temos do amor de Deus por nós.”
Lucas 7: 36 E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa. 37 E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento; 38 E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o unguento. 39 Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora. 40 E respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse: Dize-a, Mestre. 41 Um certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro cinquenta. 42 E, não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois, qual deles o amará mais?
43 E Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste bem. 44 E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas, e mos enxugou com os seus cabelos. 45 Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés. 46 Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com unguento. 47 Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama. 48 E disse-lhe a ela: Os teus pecados te são perdoados. 49 E os que estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados? 50 E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz.
Essa passagem nos revela que o amor e o perdão, que nos leva a nos aproximarmos dos outros, é proporcional ao amor e perdão que recebemos de Deus e a proximidade que temos dele.
“PRECISAMOS NOS APROXIMAR DE DEUS PARA NOS APROXIMAR MAIS DOS HOMENS”
Tiago 4:8ª “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós”.