sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Verdades sobre as 7 igrejas de Apocalipse para os dias de hoje 2- Esmirna

Pr. Paulo David
2- Esmirna
Apocalipse 2: 8 a 11
8 E ao anjo da igreja que está em Esmirna, escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu:
9 Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza ( mas tu és rico ), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás.
10 Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.
11 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte.
Antes de falarmos especificamente sobre Esmirna, precisamos voltar à Éfeso. O Senhor Jesus apresentou-se a Éfeso como sendo aquele “que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro”. Isso é muito significativo, pois o problema daquela igreja era justamente a perda do “ primeiro amor “ , e quando isso acontece, não demora muito, o homem toma para si, na igreja, a honra devida a Deus, daí o surgimento de falsos apóstolos. Mas como é possível, uma igreja com obras e trabalhando pelo nome do Senhor, não ter mais o primeiro amor? Uma luz sobre esse assunto pode ser encontrada no evangelho em Lucas 10: 38 a 42:
38 E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa;
39 E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra.
40 Marta, porém, andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude.
41 E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária;
42 E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.
O muito fazer não demonstra necessariamente que estamos fazendo para Deus: “Marta, porém, andava distraída em muitos serviços”. Nossa confiança está no fato de que o Senhor prometeu edificar a sua igreja “sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” Mateus 6:18b. Ele tem as estrelas em suas mãos e anda no meio aos castiçais de ouro.
À Esmirna ele se apresenta como “o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu”, isso porque Esmirna representa a igreja perseguida, a igreja dos mártires, aqueles, cujo sangue derramado, viria a ser a semente do reino de Deus. Para estes a ressurreição do Senhor tinha um significado especial. O Senhor afirma conhecer as obras daquela igreja, mas há algo mais, além das obras: “Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza ( mas tu és rico )” verso 9.
Obras, tribulação e pobreza, eram o que tornara aquela igreja rica aos olhos do Senhor. Não é difícil ser animado a trabalhar na obra do Senhor num contexto de bênçãos e fartura material, mas aquela igreja tinha obras num contexto de tribulação e pobreza.
Para entendermos isso melhor precisamos ler algumas escrituras. Comecemos com Romanos 5:3 a 5:
3 E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência,
4 E a paciência a experiência, e a experiência a esperança.
5 E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
Esmirna havia encontrado o caminho para permanecer no “primeiro amor”: O gloriar-se nas tribulações! Não era o passar por tribulações, pois o passar por tribulações em si, não significa necessariamente crescimento espiritual, muitos encontram desanimo nas tribulações e saem delas ofendidos com Deus. Deus permite que sejamos atribulados, não por ter prazer em nos ver sofrer, mas ele quer, através da tribulação, se revelar a nós. O maior propósito das tribulações é o conhecimento de Deus, e isso sim, será motivo de glória.
Lemos em I Pedro 1:7 “ Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo;” O Senhor quer se revelar a nós!
Esmirna, em meio a tribulação, era uma igreja pobre materialmente, mas o amor de Deus, aquele primeiro amor, derramado em seus corações fazia com ela fosse uma igreja rica e frutífera. Sobre a verdadeira riqueza Jesus nos ensinou:
Mateus 6:19-21:
19 Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;
20 Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.
21 Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.
Mas como podemos ajuntar tesouros no céu?
Encontramos a resposta a esta pergunta em Mateus 25:14- 46:
14 Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens.
15 E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.
16 E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles, e granjeou outros cinco talentos.
17 Da mesma sorte, o que recebera dois, granjeou também outros dois.
18 Mas o que recebera um, foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.
19 E muito tempo depois veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles.
20 Então aproximou-se o que recebera cinco talentos, e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que granjeei com eles.
21 E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
22 E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles granjeei outros dois talentos.
23 Disse-lhe o seu SENHOR: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
24 Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste;
25 E, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.
26 Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei?
27 Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros.
28 Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos.
29 Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado.
30 Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.
31 E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória;
32 E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;
33 E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.
34 Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
35 Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
36 Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.
37 Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
38 E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?
39 E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?
40 E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.
41 Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;
42 Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
43 Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes.
44 Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?
45 Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.
46 E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.
Jesus nestas duas parábolas nos ensina uma mesma verdade. Ajuntamos tesouros nos céus quando levamos as boas novas do evangelho às pessoas, quando levamos Jesus às pessoas. Pessoas salvas são o verdadeiro tesouro que podemos ajuntar nos céus. Fazendo assim estaremos multiplicando aquilo que o Senhor nos deu de mais precioso, a salvação. Esmirna em meio à pobreza e tribulação anunciava o evangelho. Essa é a verdadeira obra do Senhor. A obra de Deus está lá fora. Muitos querem cantar na igreja, falar na igreja, ter algum cargo e posição na igreja. Estes, infelizmente, nada sabem da obra, pois confundem a obra da igreja com a própria igreja. Quem edifica a igreja é o próprio Senhor Jesus. Ele nos enviou ao mundo e não a igreja. Ele não nos disse para pregar o evangelho na igreja e nem fazer discípulos na igreja. “Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.” Essas pessoas estavam fora da igreja e foram alcançadas. Eventualmente Deus chamará alguns, dentre aqueles que já estão na obra do seu reino, para liderar sua igreja na obra do seu reino. Infelizmente muitos querem ser pastor dos crentes dentro do aprisco, mas poucos querem ser o pastor que busca a ovelha perdida, fora do aprisco.
A verdadeira igreja do Senhor Jesus sempre foi perseguida. A perseguição faz parte de quem está na luz e que incomoda as trevas. Veja o que Jesus ensinou sobre isso em João 15:19: “ Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia.”
É mais preocupante quando a igreja é aceita pelo mundo do que quando ela é perseguida! A perseguição sempre contribui para a pureza da igreja, pois ajuda a queimar toda a palha e coisas sem valor.
Paulo, falando sobre o dia do Senhor, nos adverte quanto ao tipo de obra que estamos edificando:
I Coríntios 3:10 a14
10 Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele.
11 Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.
12 E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha,
13 A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um.
14 Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão.
15 Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.
Outra passagem onde o Senhor Jesus fala sobre perseguições é Mateus 5:10-12:
10 Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
11 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
12 Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.
Em Apocalipse 13, falando sobre a Besta que emergiu do mar, lemos:
Apocalipse 13:7 a 10
7 E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação.
8 E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
9 Se alguém tem ouvidos, ouça.
10 Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a paciência e a fé dos santos.
Agora vamos comparar este texto de Apocalipse 13 ao de Apocalipse 2: 10a “Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias.”
O Império romano foi, sem dúvida, um aspecto desta Besta que emergiu do mar (Apocalipse 17:15 “ E disse-me: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações, e línguas.”), e foi durante este império que Esmirna, a igreja do Senhor, sofreu uma grande perseguição, “e tereis uma tribulação de dez dias” .De fato foram dez as ondas de perseguições que os Imperadores romanos promoveram contra o povo de Deus. Resumidamente foram elas: 1ª Nero (Cláudio César) 54-68 D. C.; 2ª Domiciano Tito Flávio 81-96 D. C.; 3ª Antonino Pio 138-161 D. C.;4ª Marco Aurélio. 161-180 D. C.; 5ª Setimos Severus 198-211 D. C.6ª Maximiano o Traciano Caio Júlio Vero. 235-238 D. C.; 7ª Décio. 249-251 D. C.; 8ª Galo. Caio Vibio Treboniano, 251-253 D. C.; 9ª Valeriano. Publius Licinius. 253-260 D. C.; 10ª Diocleciano. 284-305 D. C.
É fato que a igreja de Esmirna permaneceu por todas as eras e tem chegado até os nossos dias. Ela é a igreja perseguida na China Comunista, nos países onde impera o extremismo muçulmano no Oriente médio e Continente Africano, e em toda parte onde o sangue dos mártires ainda hoje é a semente do reino de Deus.
Marcos 8:35
35 Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará.
O Senhor encerra esta carta com uma promessa maravilhosa àqueles que deram suas vidas pelo Senhor e pelo evangelho:
“Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte.” Apocalipse 2:10 e 11.
Apocalipse 20:4 a 6
4 E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.
5 Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição.
6 Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Verdades sobre as 7 igrejas de Apocalipse para os dias de hoje.



Pr. Paulo David

Muito já se especulou sobre esse assunto, e longe de mim a pretensão de oferecer uma palavra final sobre esse tema, mas gostaria de compartilhar aquilo que tem vindo ao meu  entendimento sobre o significado profético das sete igrejas de Apocalipse e aquilo que Deus quer nos ensinar sobre esta profecia. É fato que se de um lado encontramos nas cartas as sete igrejas, referencias a problemas enfrentados por todas as igrejas, em todos os tempos, por outro, ela nos apresenta, de forma profética, o problema central da igreja em cada era, dos dias apostólicos ao tempo final. Gostaríamos  de examinar cada uma destas cartas:

1.A Igreja em Éfeso:

Apocalipse 2:1 a 7

1 ESCREVE ao anjo da igreja que está em Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro:

2 Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos.

3 E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste.

4 Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.

5 Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.

6 Tens, porém, isto: que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio.

7 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.



Como em todas as cartas, o Senhor se apresenta destacando um aspecto da visão de sua pessoa revelada a João em Apocalipse 1: 1 a 20. Ali o Senhor Jesus se revela como o único Deus: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.” Apocalipse 1:8 .

É impressionante como o livro de Apocalipse começa com a visão do Senhor Jesus glorificado, no início do capítulo 1, como sendo o Alfa e o ômega, aquele que é, e que

era, e que há de vir, o Todo-poderoso. Aqui não é mais o homem Jesus, o Salvador e sim o Senhor Glorificado, o juiz de toda a terra.

Esse se apresenta na carta a Éfeso como “aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro”.

Apocalipse 1: 20  “O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas.”

Tudo indica que as sete estrelas estejam relacionadas à palavra profética na boca de mensageiros levantados em cada era da igreja, já que os castiçais referem-se às 7 igrejas. Sendo o numero 7 o resultado da soma de 4 + 3, sendo 3 o numero da revelação de Deus, “o que que é, e que era, e que há de vir”, e que 4 é o numero que relaciona-se à terra, como vemos em  Apocalipse 7:1a “E depois destas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra,” e Apocalipse 20:8a “ E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra,”

Esse numero profético, 7, é na verdade o numero dos mensageiros de Deus, a todas as igrejas, nos quatro cantos da terra, e em cada era. Deus usou essas sete igrejas da Ásia como figura da igreja daquele tempo, em todas as idades, até o tempo do fim.

“A igreja de Éfeso representa a igreja nos tempos apostólicos, e é descrita pelo Senhor como tendo “obras, trabalho e paciência”, o que por sua vez eram frutos de dois princípios colocados em prática naquela igreja: À intolerância ao mau ”não podes sofrer os maus”, e uma liderança provada e aprovada “e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos.”

Esses dois princípios de fé e prática, deveriam ter permanecido na vida da igreja em todos os tempos, mas sabemos que não foi assim, pois já em outra carta o Senhor reprende a igreja dizendo: “Mas tenho contra ti que toleras...” Esta tolerância ao erro e a lideranças carnais viria a se tornar uma marca da apostasia na igreja, especialmente nos dias de hoje, na igreja de Laodicéia.

Lemos no livro de em Atos 2:43 “ E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos”.  Notemos que o temor do Senhor precedia os sinais e maravilhas, precedia até mesmo os apóstolos. Não é por acaso que o Senhor elogiou aquela igreja, havia ali um reverente temor, uma seriedade com as coisas de Deus, o que levava consequentemente a uma vida de santidade e a um padrão elevado de liderança espiritual, provada e aprovada. Vivemos hoje uma tão grande inversão de valores que até fica difícil comunicar certas verdades espirituais, o que dificulta ainda mais o entendimento das escrituras. Nossos conceitos de graça, obediência e amor encontram-se muitas vezes contaminados e deturpados pelos padrões de autoridade e liberdade de um evangelho sem cruz. Além disso, muitas lideranças intimidam seus seguidores acusando-os de rebeldia, amaldiçoando-os quando confrontadas, o que por si só já seria motivo de dúvidas de sua autoridade espiritual. De um jeito ou de outro, sentimo-nos muitas vezes indispostos de tratar com o erro e de confrontar determinadas lideranças. No entanto o nosso Senhor louvou aquela igreja por agir assim. Tolerar pecado em nós e entre nós e submeter-nos cegamente a uma liderança que se coloca acima de qualquer julgamento, é algo que não encontra apoio na palavra de Deus e não corresponde ao caminho da sabedoria, é na verdade, o caminho do engano.

Vejamos duas passagens nas escrituras que nos ensinam sobre autoridade espiritual:

Marcos 10: 42 a 45

42 Mas Jesus, chamando-os a si, disse-lhes: Sabeis que os que julgam ser príncipes dos gentios, deles se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade sobre elas;

43 Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal;

44 E qualquer que dentre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos.

45 Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.

Gálatas 1: 8 e 9

8 Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.

9 Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.

Em Marcos 10, O Senhor nos mostra um dos princípios que norteiam a verdadeira autoridade espiritual, o ser servo de todos. A Autoridade de Deus se manifesta de modo totalmente distinto da autoridade no mundo. No mundo aqueles que dizem ter autoridade se assenhoreiam daqueles a quem lideram. Não é isso que vemos hoje, especialmente em Laodiceia? Um modelo de autoridade hierarquizado herdado da igreja de Tiatira, numa verdadeira escala de nobreza, que vai de Presbítero a Pastor, de Bispo a Apostolo, de Papa ou Patriarca a “não demora muito” Vice Deus. Como alguém pode negar a filiação destes em relação a igreja de Tiatira? Líderes que são servidos e bajulados por aqueles que, como eles, cobiçam posições, e vêm na puxação do saco apostólico, do saco episcopal ou do saco pastoral, um meio de ascensão ministerial.

Muitos dentro da igreja de Laodiceia conquistaram posições de liderança dessa maneira e para mantê-la necessitam assenhorear-se do povo. Nunca foram reconhecidos como servos do rebanho e por isso precisam impor sua autoridade.

Esse falso princípio de autoridade era certamente aquilo que a igreja de Éfeso confrontou na vida de muitos que se chamavam a si mesmos de apóstolos, em seus dias.

“; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos.” Apocalipse 2: 2c.

Se o texto de Marcos fala da natureza da autoridade, no de Gálatas, o apostolo Paulo estabelece os limites da autoridade espiritual. Este limite é o limite do EVANGELHO, o limite da CRUZ DE CRISTO. Toda autoridade espiritual verdadeira emana do evangelho, da cruz de nosso Senhor Jesus Cristo e limita-se a ele.

Isso pode ser confirmado nas palavras do apostolo Paulo em I Coríntios 2:1a 5

1 E EU, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria.

2 Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado.

3 E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor.

4 A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder;

5 Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.

Só Deus tem autoridade absoluta sobre a vida de seus filhos. Ele é o Senhor. Nós quando muito somos apenas seus servos e servos de nossos irmãos. Não temos o direito de exigir submissão e obediência a nós mesmos. Dizemos aos homens que se submetam a Deus e a ele obedeçam. Não podemos ir, além disso. Esse é o limite do evangelho, o limite da cruz de Cristo.

Temor e submissão somente a Deus são consequências do amor de Deus em nossos corações.

Na epístola de I Coríntios 1, Paulo chama a atenção para um desvio que já se manifestava naquela igreja:

9 Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor.

10 Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer.

11 Porque a respeito de vós, irmãos meus, me foi comunicado pelos da família de Cloé que há contendas entre vós.

12 Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo.

13 Está Cristo dividido? foi Paulo crucificado por vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo?

Na medida em que nos distanciamos do amor de Deus temos a tendência de seguir e exaltar os homens. Lembremo-nos dos israelitas no tempo do juiz Samuel, que ao afastarem-se de Deus passaram a querer um rei. Muitos líderes cristãos tornaram-se verdadeiros reis e muitas denominações em Laodiceia , converteram-se em verdadeiros reinos empresariais.

Essa pode ter sido a razão da seguinte admoestação do Senhor à igreja de Éfeso: Apocalipse 2:4 e 5

4 Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.

5 Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.

Só o arrependimento poderia levar aquele povo de volta ao amor de Deus, o primeiro amor. Mesmo que, naquele momento, ainda não havia se manifestado todos os frutos da perda do primeiro amor, como a prática do nicolaísmo, era urgente a volta as primeiras obras.

Apocalipse 2:6

“Tens, porém, isto: que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio.”

Apesar da igreja em Éfeso não ter mais o seu primeiro amor e portanto já estar sob a influencia do domínio humano, os frutos deste desvio ainda demorariam aparecer em toda a sua plenitude, portanto eles ainda repudiavam o nicolaísmo. O nicolísmo foi uma prática surgida ainda nos primeiros séculos da igreja, de comercializar as coisas sagradas, tal como vemos hoje em Laodiceia, com a venda de objetos “ungidos” até a manipulação dos dízimos e ofertas a benefício dos “ministérios” e de suas denominações. Parece que uma coisa está relacionada a outra, o domínio humano e a exploração financeira.

I Timóteo 6: 3 a 7

3 Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade,

4 É soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas,

5 Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais.

6 Mas é grande ganho a piedade com contentamento.

7 Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele.

A carta termina com uma promessa aos vencedores:

Apocalipse 2:7 “ Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.”

João 6:35 “ E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede.”

Esse é o caminho para a vida de Deus, o retorno ao primeiro amor que a igreja em nossos dias tanto precisa.




terça-feira, 9 de setembro de 2014

A VERDADE SOBRE APOCALIPSE 20, O REINO DE DEUS E A VOLTA DO SENHOR

Paulo David

Lucas 17:20 e 21
20 E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior.
21 Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós.
É notório que desde os tempos dos juízes, quando o povo de Israel pediu um rei para serem como os demais povos da terra, tornando Israel um estado centralizado na figura de um homem, o rei, que o pensamento de um Reino literal passou a influenciar a visão daquele povo sobre o futuro de Israel.
Samuel 10:19 A “ Mas vós tendes rejeitado hoje a vosso Deus, que vos livrou de todos os vossos males e trabalhos, e lhe tendes falado: Põe um rei sobre nós.”
Mais tarde, no cativeiro babilônico, com a mensagem dos profetas anunciando a vinda futura do Messias, os judeus passaram a nutrir a esperança, que este, quando viesse, haveria de implantar um reino literal na terra. O ensino de Jesus sobre o reino de Deus certamente decepcionou os judeus de sua época, que esperavam um Messias que os livrasse dos Romanos e estabelecesse um Reino glorioso na terra, onde o povo judeu reinaria sobre seus inimigos. Esse assunto foi sem sombra de dúvidas uma pedra de tropeço para aquele povo.
Ainda hoje, podemos ver as consequências desta concepção de reino de Deus, na criação de um estado judeu na Palestina, o Estado de Israel, mesmo havendo, dentre os judeus ortodoxos, a crença que o reino messiânico , que o Messias trará, não é deste mundo.
Essa concepção de um reino visível na terra se baseia numa interpretação literal de textos proféticos do velho testamento e no texto de Apocalipse 20.
A interpretação de Apocalipse 20 de forma literal mostra a mesma tendência entre os chamados cristãos que houve no povo de Israel no tempo dos Juízes, o desejo velado pelos reinos deste mundo. Esse pensamento me faz lembrar as palavras do diabo a Jesus por ocasião da tentação no deserto:
Lucas 4: 5-8
5 E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo.
6 E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero.
7 Portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
8 E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás.
Notemos que a questão aqui não era apenas a quem adorar, mas também o porquê da adoração. O diabo coloca a adoração como meio de se obter domínio e poder. Jesus a coloca como ato de devoção de um servo. Adoramos a Deus porque somos servos.
Jesus disse que seu reino não era deste mundo: “Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. João 18:36”
Atualmente, a velha cobiça da carne, de domínio e poder, tem arrastado muitos à crença de que Deus teria por propósito implantar uma espécie de governo cristão na terra. Falam em democracia cristã, num mundo onde a maioria nem cristã é. De fato, por traz do discurso de democracia cristã, esconde-se a intenção velada de se implantar uma ditadura evangélica onde a maioria não cristã tenha que viver debaixo de princípios que, nem os que defendem tal coisa, vivem.
Da mesma forma me parece um contrassenso conceber que haja algum propósito em um reino literal de Cristo neste mundo após a sua vinda.
Apocalipse 20
1 E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão.
2 Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos.
3 E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo
. 4 E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.
5 Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição.
6 Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos.
7 E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão,
8 E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha.
9 E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou.
10 E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.

João teve uma visão. Resumidamente ele viu um anjo amarrar e prender o diabo no abismo por mil anos, para que não mais enganasse as nações.
Para interpretarmos este texto precisamos entender a natureza do reino de Cristo e seu alcance, contrapondo à natureza do reino do diabo e seu alcance. O diabo foi chamado por Jesus de “príncipe deste mundo”. Sabemos que quando Adão pecou, ele entregou o mundo à influencia de Satanás, de tal forma que João em sua primeira epístola afirmou que o mundo “está no maligno” I Jo5:19. Mas no evangelho de João Jesus fez uma declaração muito importante para entendermos a natureza e alcance de seu reino e o significado de Apocalipse 20: 1 a 3.
João 12:31
31 Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo.
32 E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim.
Jesus, referindo-se a sua eminente morte e ressurreição, declara que estas acabariam por expulsar o príncipe deste mundo, passando assim a atrair todos a ele.
Lemos também em Mateus 12:29
“Ou, como pode alguém entrar em casa do homem valente, e furtar os seus bens, se primeiro não maniatar o valente, saqueando então a sua casa?”
A declaração de Jesus na grande comissão confirma esse pensamento:
Mateus 28:18-20
18 E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.
19 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
20 Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.
O que também confirma as parábolas sobre o reino dos céus:
Mateus 13:31” Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo; “
Mateus 13:33 “ Outra parábola lhes disse: O reino dos céus é semelhante ao fermento, que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado.”
Assim entendemos que o reino de Cristo é o reino do evangelho da graça no coração do homem, capaz de mudar toda a sua vida e influenciar àqueles que o cercam.
Jesus afirma que todo o poder foi-lhe dado no céu e na terra. O apóstolo Paulo afirma que este poder se manifesta através da pregação do evangelho:
Romanos 1:16 “ Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.”
II Coríntios 10:4 “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas;”
Estas fortalezas são justamente os enganos de Satanás, que diante da pregação do evangelho do reino, caem por terra. Nesse sentido Satanás encontra-se amarrado “para que não mais enganasse as nações”.
Vivemos hoje na era do evangelho: “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” Mateus 24:14
Veja o que Jesus disse em Lucas 10:19 “Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum.”
Outra passagem que nos ajuda a entender Apocalipse 20 é I Coríntios 15: 20 a 28

20 Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.
21 Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem.
22 Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.
23 Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda.
24 Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força.
25 Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. 26 Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte.
27 Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas.
28 E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.

Apocalipse 20:4-6
4 E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.
5 Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição.
6 Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos.

Agora leiamos Efésios 2: 5-7 e vejam se não está nos falando a mesma coisa:
5 Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo ( pela graça sois salvos ),
6 E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;
7 Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.

Mas este tempo do evangelho da graça não durará para sempre. Jesus nos adverte que no tempo da de sua volta o engano prevalecerá.

Mateus 24:12 “ E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.”
Mateus 24:11 “ E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.”
Lucas 18:8 B “ Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”

Vejamos agora Apocalipse 20:7 a 10
7 E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão,
8 E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha.
9 E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou.
10 E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.

Agora comparemos o texto de Apocalipse 20 7 a 10 com II Tessalonicenses 2: 1 a 12
1 ORA, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele,
2 Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto.
3 Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição,
4 O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.
5 Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco?
6 E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado.
7 Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado;
8 E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;
9 A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira,
10 E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem.
11 E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira;
12 Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade.

“E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. “ II Tessalonicenses 2:6.
Esse verso é bastante esclarecedor, principalmente se analisarmos em relação a uma outra passagem que fala da plenitude dos gentios, “Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo ( para que não presumais de vós mesmos ): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado.” Romanos 11:25

O tempo do evangelho da graça aos gentios pode estar chegando ao fim. Pelo que entendemos das escrituras, antes da volta gloriosa do Senhor Jesus, se cumprirá aquilo que encontramos em Apocalipse 20:7 a 9.
7 E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão,
8 E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha.
9 E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou.

O evangelho que partiu de Jerusalém e seguiu para todas as nações voltará a Jerusalém.
Vejam estas passagens. Ela mostra que por ocasião da vinda de Jesus o evangelho estará na terra santa novamente;
Mateus 10:23 “ Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do homem.”
Marcos 13:14 “ Ora, quando vós virdes a abominação do assolamento, que foi predito por Daniel o profeta, estar onde não deve estar ( quem lê, entenda ), então os que estiverem na Judéia fujam para os montes.”

Cremos que a Igreja terá um papel decisivo nesse tempo, levando de volta aos judeus o evangelho da graça de Jesus.

Apocalipse 11:3 “ E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de saco.”

Essas duas testemunhas, prefiguradas por Moisés e Elias, a Lei e os Profetas, A palavra e o Espírito é uma alusão ao testemunho da verdadeira igreja de Jesus que neste tempo estará fora da vista da serpente.
“E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente. Apocalipse 12:14”
As duas asas da grande águia, Jesus o filho do Deus vivo, são o equilíbrio do testemunho da verdadeira igreja de Deus, a mulher de Apocalipse 12. Nesse tempo a Igreja será guardada da vista da serpente e seu testemunho será para os eleitos entre os judeus, a colheita final.
O mundo que não recebeu o evangelho estará tomado pelo engano.
II Timóteo 4:3
“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;”
I Timóteo 4:1
“ MAS o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; “
Apocalipse 13:11-18
11 E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão.
12 E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada.
13 E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens.
14 E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia.
15 E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.
16 E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas,
17 Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.
Haverá grande perseguição aos judeus que em meio a essa grande tribulação reconhecerá que o Senhor Jesus é o Messias prometido.
18 Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.

Calcular o numero da besta parece não ser tão difícil, pois 6 (seis) na bíblia é o numero do homem e 3 (três) o numero que representa as manifestações distintas do único Deus, o Senhor Jesus, como Deus, o Pai, encarnado como homem, o Filho, e em nós pelo seu Espírito Santo. 666 (seiscentos e sessenta e seis) é o homem entronizado como deus. É uma inversão onde o homem se põe na posição de Senhor e vê Deus como seu servo, uma espécie de grande “Papai Noel”, é o falso evangelho, dos falsos profetas. Um falso Cristo sendo adorado que promete em troca da adoração os reinos deste mundo.

Sinal na testa é sinal na mente, na mão direita fala de um falso princípio de autoridade.
Ao contrário da primeira besta que emergiu do mar, as nações representando a atual “ORDEM MUNDIAL”, a globalização que se iniciou lá na “TORRE DE BABEL”, essa segunda BESTA emerge da terra, ou seja, é algo espiritual, só que deste mundo. Sua arma não é como a anterior, que perseguia fisicamente os santos, e sim por ter a aparência de um “CORDEIRO”, falando como DRAGÃO, ela representa o engano dos falsos Cristos e falsos profetas, procurando envolver os homens na idolatria do consumo e do culto ao dinheiro.
Por isso o Apóstolo Paulo nos admoesta:
II Timóteo 3: 1 a 5
1 SABE, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.
2 Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
3 Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,
4 Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
5 Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Afasta também destes.
O que as escrituras ensinam sobre a segunda vinda de Cristo?
Pedro, falando sobre a volta do Senhor, nos diz que os céus e a terra que agora existem serão desfeitos pela manifestação do Senhor em Glória, cuja vinda é relacionada ao juízo final e aos novos céus e a nova terra. Não há nos textos do novo testamento nada que indique que a volta do Senhor será secreta, ou que haverá mais de uma volta. Não! A volta do Senhor será única e gloriosa e todo olho há de vê-la, e novamente, nada se diz que possa indicar que haverá a implantação de um reino terreno de Cristo.
II Pedro 3: 7 a 13
7 Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios.
8 Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.
9 O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.
10 Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão.
11 Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade,
12 Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?
13 Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.

Vejamos outras passagens que falam deste assunto:
Mateus 24:30 e 31
30 Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.
31E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.
Mateus 25: 31 “E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória;
32 E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; “
I Tessalonicenses 4: 15 a 17
15 Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.
16 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
17 Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.
Apocalipse 1: 7 e 8
7 Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.
8 Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.